![]() UM POETA BRASILEIRO!
Ai meu deus! Quanta saudade do Grande poeta, do compositor, E do sambista (Agenor de Oliveira) O “ CARTOLA” Nos seus versos, brotavam o amor, cantava na vida, Os seus anseios, desilusões, despedidas doídas... Rimava, com tudo rimava, brindava sua poesia com sentimentos! Desde de menino (oito anos), tocava cavaquinho, E compunha suas primeiras melodias. O menino da mangueira voava, Lá com outros amigos, mesmo que Impróprio pra época, coloriu o morro de verde e rosa, Vestiu a camisa e fundou, Estação Primeira da Mangueira! Ia assim o pobre rapaz, voando, ganhando o mundo. Rindo, muitas vezes respondia... Poeta eu, como pode? Ainda nem terminei o primário! O poeta trabalhou como pedreiro, pintor de paredes e lavador de carros, Coisas que sabia e gostava de fazer (Bicos), Ainda assim, mestres da cultura mundial (*), subiam o morro, Rumo as suas poesias e melodias, Turistas aplaudiam a genialidade e a simplicidade do artista. Mesmo assim, O homem (CARTOLA), morreu pobre, porem repleto de poesia! Morreu Lá no alto dos seus bem vividos, setenta e dois anos de idade. E deixou Ao mundo, a grandiosidade de sua sabedoria! (*) – Mestres da cultura musical como Villas Lobos e Sokovsky Pra quem não conhece bem a grandiosidade (semi-analfabeto), da genialidade poética de Cartola. Nasceu na cidade do Rio de Janeiro no bairro (Catete) em 1908, Faleceu em 1980 Deixou para o mundo, além da grandiosa “ Escola de Samba Mangueira,” Várias poesias e muitas letras de músicas como: POESIAS E LETRAS DE MÚSICA A canção da saudade A mesma Estória A cor da esperança Acontece Assim não dá Alvorada Autonomia Ao amanhecer Beijos Cordas de Aço Cadeira vazia Disfarça e chora Catedral do inferno Ensaboa Como é que eu posso Fala Mangueira Dois bicudos O sol nascerá Eu fiz o que pude Peito vazio Estudei de mais Tive sim Fim de estrada E muitas outras letras de músicas e poesias. Mas, existe uma letra de música, Que é a mais pura das poesias ! As Rosas Não Falam Cartola Composição: Cartola Bate outra vez Com esperanças o meu coração Pois já vai terminando o verão, enfim Volto ao jardim Com a certeza que devo chorar Pois bem sei que não queres voltar para mim Queixo-me às rosas, mas que bobagem As rosas não falam Simplesmente as rosas exalam O perfume que roubam de ti, ai Devias vir Para ver os meus olhos tristonhos E, quem sabe, sonhava meus sonhos Por fim Esse é o nosso brasileiríssimo CARTOLA! Paulo Cesar Coelho
Enviado por Paulo Cesar Coelho em 25/02/2006
Alterado em 25/02/2006 Copyright © 2006. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|