![]() FALA
Procuro visualizar em teu semblante esquivo O mistério que teus grandes olhos escondem Minha alma a caminhar pro “cu do conde” Se, encontro neles dívidas em vez de lucrativos. Ser ou não ser amado eis o dilema que vivo Como um crente que embala um amor adulto A olhar-te em vão na dúvida que ainda sepulto Vivo na dor da desgraça de um coração altivo. Fala! Diz-me afinal do teu prazer supremo Para ver-me tatear entre o sonho e o pesadelo No martírio cruel de um desespero extremo. Alma que vaga por se sentir só, como salvá-la? Diz-me a verdade em fim, ouvi-la não temo Abre teu coração, despe o mistério… E, fala! Paulo Cesar Coelho
Enviado por Paulo Cesar Coelho em 10/12/2008
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