![]() BATIDA!
Às vezes... Tem dias, Que a gente não está a fim de papo, Mas, são justamente nesses dias, Que se quer ficar quieto num canto, É que aparece sempre, Alguém pra conversar. Comigo não foi diferente. Sentado num banco de praça, Olhando os pássaros, as pessoas, As crianças,observando a vida que passava, Num fim de tarde de verão, Quando entra na rua da praça, Um carro em altíssima velocidade, derrapa na curva, descontrola-se ao volante o motorista, E bate de frente a um poste, Que lhe entra lataria adentro. Barulho, fumaça, corre, corre, Algumas pessoas dizendo morreu...Morreu! E no banco sentado ao meu lado, Um senhor, que falava insistentemente, Queria, mesmo antes do acidente, puxar Conversa e logo comigo que adoro uma, Mas naquele dia, eu não queria nenhuma. Ele o senhor, percebeu que, Eu não estava muito a fim de papo, Mas quando aconteceu acidente, O sujeito assim, sem mais sem menos, De repente, perguntou-me, Se o senhor tivesse que morrer Por causa de uma batida, Como ia preferir a sua? Olhei pra cara do sujeito, Pensei em não responder nada, Mas, achei melhor em fazê-lo, E disparei: Se eu tivesse que morrer de batida, Coisa que não pretendo, Preferiria que fosse, UMA BATIDA DE LIMÃO! Levantei-me e deixei, O sujeito rindo e falando sozinho. Paulo Cesar Coelho
Enviado por Paulo Cesar Coelho em 05/05/2006
Alterado em 05/05/2006 Copyright © 2006. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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