![]() ASSASSINARAM MINHA POESIA
De repente minha inspiração Foi embora... Foi delicada Meio seca, meio molhada Passageira desse meu sentir. De repente meu coração Bateu sozinho. Bateu pequeno Bateu fraquinho na esperança Que outro amor possa florir... De repente minha inspiração Foi embora... Foi discreta Foi pungente passageira incerta Desse meu fingir... De repente amassei o poema Quebrei os versos... Acidente Noticiado nas redondilhas Das manchetes sensacionais. Agoniza o poema... Doem os versos, estrebucha O soneto emudece a canção. Morre minha poesia! Morre triste meio sem jeito Bem no meio da contra mão. Paulo Cesar Coelho
Enviado por Paulo Cesar Coelho em 07/08/2011
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