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Um amor em Camboinhas
Não consigo mais surfar nessas ondas tão lindas Meus amigos não entendem o porquê e o medo De explicar muito mais instiga, a saudade Que devora esse meu querer! Veleiros arrojados passeando em mar aberto Gaivotas serenando o entardecer Meus amigos todos, pranchas-parafina E eu aqui sentado na espera de você... Já não durmo, Já não brinco, já não sinto Nada! Não consigo imaginar Ficar um dia sem você! Pensava que essas coisas de amor Só passavam no cinema, mas, agora me vejo Ator daquelas mesmas cenas... A noite vai chegando Só você não chega! E ninguém percebe A razão da minha tristeza... De repente os meus olhos Encontram um andar displicente O andar da minha linda Cunhã Taí Caminhava na areia da praia Camboinhas Sem ao menos olhar pra mim. Tímidas ondas beijavam suas areias Calmas se curvavam em terna reverência O vento soprando o rosto da linda sereia Deixava suas curvas úmidas em evidência... O seu corpo arrepiado No tocar do vento, os cabelos liso-longos Bolinavam meus pensamentos e o meu coração Agitado sem saber o que fazer! Finalmente minha alma apaixonada Devidamente insana... Chama por seu nome Em Tupi-Guarani. Acauã... Acauã Porque não olhas para mim? Agradeço de coração ao meu amigo-irmão Germano Ribeiro pela ideia e participação deste poema. Paulo Cesar Coelho
Enviado por Paulo Cesar Coelho em 10/11/2011
Alterado em 10/11/2011 Copyright © 2011. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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