![]() MEU PAI FOI EMBORA...
Partiu como se nada houvesse Como se não tivesse acontecido Nenhuma lágrima nenhum sorriso Nenhum gemido, simplesmente partiu... Morreu tal qual passarinho! Fechou as janelas da alma Trancou as portas do coração Acendeu as luzes da áurea Foi embora para a imensidão... Silêncio... Momentos de reflexão Lembranças de um tempo em que juntos Passeávamos com ele, segurando a minha mão. Meus grilos meus gritos todos engolidos Sufocados, calados perdidos em sua imensidão. As lágrimas escondidas lamentavam a partida Afogadas todas, no silêncio do meu coração. Para os que ainda têm um pai para abraçar Para agradecer, para amá-lo não percam tempo. O tempo é um sujeito relativo e abstrato! Num sopro desaparece num segundo Emudece todas as possibilidades De se dizer: Te amo, Pai! Paulo Cesar Coelho
Enviado por Paulo Cesar Coelho em 09/06/2007
Alterado em 14/08/2016 Copyright © 2007. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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