![]() ZICA OU CHICO CUNHA? O corpo ardia em febre Já não se aguentava de pé A cabeça doía, as mãos tremiam Era uma ânsia de vômito constante Anorexia, calafrios, uma prostração Que dava até dó. No quarto do hospital árabe, o infeliz Delirava, enquanto alguns parentes Palpitavam outros apenas, seguravam A sua mão. Até que lá de perto da porta Alguém sorridente gritou: É a “Zica” A enfermeira mais que de pressa Contradisse o diagnóstico. Que “Zica” que nada! Rasgo o diploma se chegar Qualquer coisa diferente Que “Chico Cunha”. No leito, o paciente quase esboçou Uma gargalhada... Tolos, sabem De nada, inocentes! - Não vêm Que é a dor de uma saudade Que não quer largar Do meu peito? Em seus delírios de amor O doente murmurava Enemanid Arabrab Por favor, volte! Volte pra mim. Paulo Cesar Coelho
Enviado por Paulo Cesar Coelho em 21/05/2015
Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|