![]() NADA É POR ACASO
Quem ainda, uma vez na vida, não esteve em algum lugar Pela primeira vez achando com certeza, que aquela Não teria sido a sua primeira? Assim também, acontece com algumas pessoas De repente nos deparamos com uma, e ao olhar Apertar as mãos, sentimos que há muito Já a conhecemos. Na maioria das vezes, deixamos o sentimento Passar batido, em raríssimas ocasiões, atentamos Para o que está realmente ocorrendo. Digo com toda certeza de minha alma Conheci alguém, que já havia convivido Em outros tempos, quem sabe Até em outras dimensões. Foi tanta alegria tanta sintonia que seria Impossível ter nos conhecidos Somente naquele dia. Quanta felicidade no primeiro abraço No calor do afago, e nos beijos que nos demos! Quando brigamos pela primeira vez, um procurou Entender o outro. Aparamos arestas, consertamos Os desacertos, como quem já tivesse feito isso Muitas e muitas outras vezes antes... Não sabia onde nem sabia quando. Não sabia se fomos namorados, irmãos Amantes, mas isso, não importava tanto Quanto a felicidade que sentíamos, no exato Instante daquele nosso reencontro. Uma estrada bonita, meio a uma e outra briga Aquela flor amarela, parecia estar esperando À hora certa, para ser ofertada enfeitando Os seus cabelos com carinho. Nada aconteceu por acaso! Decerto que, por algum Motivo houve mesmo, por parte do destino Imenso atraso em colocar nós dois Frente a frente outra vez. Paulo Cesar Coelho
Enviado por Paulo Cesar Coelho em 15/12/2015
Alterado em 15/12/2015 Copyright © 2015. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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