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Morro de saudade
Do tempo de quem subia as escadarias
Degrau por degrau até chegar ao pico
Saudoso de tudo e tanto, eu fico
Das cafifas coloridas às alegrias
O sol secava o cerol nas linhas
Os dedos cortados empunhavam as pipas
As destrezas das mãos cortavam as fitas
De dois, três e muito mais meninos
A noite, por vezes, chegava apressada
A última tora, com certeza, era inevitável
Um sonho embalado no corte da vitória
Findando o dia com todo encantamento
Descia descalços, os degraus da história
Enganando a fome, mastigando o vento
Paulo Cesar Coelho
Enviado por Paulo Cesar Coelho em 31/01/2023
Alterado em 29/07/2024
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