![]() Máquina do TempoNo silêncio das paredes, eu, reloginho antigo Guardo segredos de tempos já idos Entre sombra e luz que esculpo Desenhando horas como se fossem suspiros.
Minhas mãos, como ponteiros de mármore Traçam o destino em cada Tic e Tac,
Erguendo catedrais de instantes e memórias Onde o tempo é arquiteto, sábio e sagaz. Cada batida é uma pedra em construção Num edifício de sonhos e de eternidades Onde cada segundo se faz oração.
E o passado?
Ah, o passado ecoa com sublime claridade Vem, viajante, ouvir meu canto silente De bronze e madeira, um relicário encantado Pois o tempo, em seu compasso imponente E o eterno é um poema que ninguém, poeta Consegue entender.
Paulo Cesar Coelho
Enviado por Paulo Cesar Coelho em 14/08/2025
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