

Ausência
Em cada sombra eu busco o teu semblante Na febre antiga que minh’alma arde E o peito, escravo de um querer constante Chora o desatino que de ti me afaste.
O vento geme e a noite é sufocante Na dor que invade a carne e me reparte. E a saudade, num abraço alucinante Fere-me o peito com lâmina covarde.
Ah, meu amor, que foste e não voltaste Levaste o sol, a vida e toda esperança Deixando apenas, cinzas e lembranças.
E eu, em treva, onde me sepultaste Sou nau perdida em mar de desengano Solidão eterna deste amor insano.
Paulo Cesar Coelho
Enviado por Paulo Cesar Coelho em 27/09/2025
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