

Injustiças da vida
Ao deitar o corpo na cama fria E a cabeça quente no travesseiro Acontece o equilíbrio passageiro Com corpo e alma num só descanso. No sono profundo da madrugada Ouve-se o ‘chuá” agressivo da chuva E o piar de um pássaro em agonia Ao ter seu ninho espatifado no chão. Para uns, o mundo se acaba lá fora. Enquanto outros descansam o corpo Adormecido em lençóis de linho. A vida nunca foi feita de justiça Ela se deixa levar como enxurrada Arrastando bens, ceifando vidas Lavando os sonhos feridos nos espinhos. No amanhecer, o corpo ainda quente Levanta-se da cama, a escutar o último Suspiro do passarinho.
Paulo Cesar Coelho
Enviado por Paulo Cesar Coelho em 22/10/2025
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