

Desencantos
Perdi-me em ti, no abismo do teu adeus Sou corpo errante, sem chão, sem morada E o coração, que só batia em Deus Hoje é silêncio, ferida calada.
Tentei ser forte, mas desabo em prantos Na madrugada que não tem mais fim E as tuas sombras — vultos, desencantos — São cicatrizes que ainda sangram em mim.
Se me deixaste, levaste a minha vida O meu futuro, o sonho, a poesia Restou-me apenas saudade esquecida.
E neste tempo que arrasta agonia Serei canção de dor enlouquecida Um eco perdido em tua ausência fria.
Paulo Cesar Coelho
Enviado por Paulo Cesar Coelho em 24/10/2025
Alterado em 25/10/2025 Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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