

Ao meu Anjo da Guarda- Ariel
Ariel, que me guardavas quando eu ainda não sabia pedir, quando meu mundo cabia numa cama pequena e numa parede branca com olhos de anjo.
Foste tu quem recebia as flores do quintal, não pela beleza delas, mas pela fé silenciosa das minhas mãos de menino.
Eu não rezava. Eu ofertava. E tu entendias.
Guarda-me ainda, Ariel, nos dias em que a memória pesa e o coração se enche de nomes ausentes. Sopra leve quando a saudade grita, firma meus passos quando a dúvida empurra.
Se um dia fui flor, hoje sou jardim cansado, mas ainda sei oferecer o que há de mais bonito em mim.
Fica! Como sempre ficaste.
Entre o invisível e o cuidado, entre o perigo e o abraço, entre mim e o que não sei enfrentar sozinho.
Amém — ou apenas obrigado. Paulo Cesar Coelho
Enviado por Paulo Cesar Coelho em 10/04/2026
Alterado em 10/04/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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