

Amanheceres
A vida, essa danada, é um mistério Em cada esquina, um silêncio que canta E que encanta as madrugadas. Nas horas aflitas, ao mesmo tempo, Em que se espreguiça, nas ruas vazias Dos amanheceres.
É como a janela aberta ao sol, Deixando entrar o vento e o céu. Nos olhos, o brilho das coisas pequenas, Como quem guarda estrelas no bolso da alma.
A vida não pede licença, não bate à porta, Entra com os seus pés descalços, Ri de nossas pressas, dos nossos medos E nos abraça no meio da tarde Sem nenhum aviso.
É no café coado com paciência, na chuva Que caí sem pressa do telhado, no sorriso Esquecido que de repente volta, que a vida, Revela-se simplesmente imensa.
Ah, a vida! Esse presente diário que, às vezes, esquecemos Embrulhado, mas que sempre está ali, Esperando... Como flor brotando Em algum canto da sala.
Paulo Cesar Coelho
Enviado por Paulo Cesar Coelho em 18/08/2026
Alterado em 18/08/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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