

No desenrolar do tempo...
... E o corpo, que já foi chão firme Vai virando fenda de tropeços Os ossos outrora troncos Hoje, rangem como galhos secos.
A força que antes vinha dos braços Agora mora no olhar.
... E os passos que já foram léguas Ligeiras, se sentam e aprendem A contar histórias.
Há um saber na face antiga Que o tempo concede de mansinho Feito brisa entalhando rugas.
As dores são como espinhos Que protegem e ensinam: Viver é enfrentar os Ventos E o Sol a pino.
Assim, transformamo-nos Em árvore enraizada, Muito mais na alma Do que no chão.
A vida é uma travessia... E o tempo, um rio sem volta Não acaba; apenas se transforma. Paulo Cesar Coelho
Enviado por Paulo Cesar Coelho em 20/08/2026
Alterado em 05/10/2026 Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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