

Meus ais (como versos que morrem fatais)https://www.recantodasletras.com.br/audios/cancoes/135495
Na penumbra onde o luar descansa Sob os véus que a noite traz no peito Nasce um sonho, uma dor que avança De um amor perdido, insatisfeito.
Teu olhar, qual lâmina, me fere E na carne a saudade é febril O silêncio ao redor me confere O sussurro de um pranto gentil.
Oh, doce flor de um jardim distante Que desfolha na brisa os meus ais És tão linda, tão delirante... Como versos que morrem fatais!
Se ao menos o tempo em sua aurora Pudesse enganar meu ser cansado Ressurgiria a paixão que aflora No peito, um amor condenado.
Mas sigo só — um espectro errante Tendo a morte como amante fria Pois em cada beijo teu, tão distante Há, meu túmulo e minha poesia.
Teu olhar, qual lâmina, me fere E na carne a saudade é febril O silêncio ao redor me confere O sussurro de um pranto gentil.
Oh, doce flor de um jardim distante Que desfolha na brisa os meus ais És tão linda, tão delirante... Como versos que morrem – jamais!
Paulo Cesar Coelho
Enviado por Paulo Cesar Coelho em 05/09/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|