

Homem de Silício ( Samba de breque)
Data: 23/10/2025
Créditos:
Autor: Paulo César Coelho
Melodia: Gerasom Copyright © 2025. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Homem de SilícioSamba de breque Áudio: https://pcoelho.prosaeverso.net/audio.php?cod=123394
O homem acorda (mas não desperta). A alma dorme na tela aberta… O coração — (ficou no wi-fi) E o amor…? Caiu no “IA — IA — IAI”.
A vida em clique, curtidas e riso Mas no sorriso (há cicatrizes) E a dor — pra ser civilizada Vem com legenda e filtros… (felizes!)
O homem de silício não sente O homem de silício não ri Digita o que pensa, (mentira!) — Pois, já não sente o que diz.
A pátria amada (virou empresa) Tem CEO vendendo pureza O povo reza, mas não governa Cadê a democracia?… (Virou baderna).
Tem algoritmo que ora por nós Tem santo em nuvem (sem voz) E toda fé tem senha e “login” Pra acessar o que não tem fim.
O homem de silício não ama O homem de silício não vê Confunde justiça com fama E acha que pode… baixar (o poder)!
Mas se um dia a Terra cansar da mentira E o vento soprar — sem pedir permissão… Talvez o homem descubra que a ira Era o eco do próprio (coração).
O homem acorda… e desta vez, ele sente! Que a alma é carne — e não (corrente) Que a vida é dor, mas também é festa… E que, se o amor quiser… o resto — Resta.
Enviado por Paulo Cesar Coelho em 23/10/2025
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